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A vida podre
Secou a água
O vil poder
Queimou a mata
O pobre homem
Conluiou
E a bela terra
A sucumbir
Então vem um poder
Maior e melhor
Separa o podre da vida
Usa água contra seca
Usa o fogo para aquecer
Os corações vis
E embeleza o coração
Pobre do homem
Que deveria ser
Pobre de coração
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quinta-feira, novembro 30, 2006
Desastres e Salvação
Escrito por
André Luiz Araújo
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Rótulo: Poema
terça-feira, novembro 28, 2006
O céu
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Vi um barco voar de leve
Enquanto o vento soprava
De norte a oeste e depois ao sul
E a água caía do céu
Lavava o que há sujo
No mundo um mundo
E mundo, que mundo!
Vejo o barco resistir ao tempo
Vejo a terra resistir ao vento
Sopra o vento renovando a vida
Cai a noite para vir o dia
Vem o dia, vem vida nova
Sofre em vida para ter a vida
Desce o barco assim de leve
Leva o véu que lhe acercava
Se apresenta livre do mundo
Já que a água renovou-lhe o ser
E o não ser já não é mais nada
Nada sempre é tudo que não foi
E o sempre será o tudo ainda
Vivo mundo como nada de mundo
Abre as portas, rasga-se o véu
Olho para cima e vejo
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Escrito por
André Luiz Araújo
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Rótulo: Poema
segunda-feira, outubro 23, 2006
Eco
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Sobre a chama
da vida
vazia
eu flutuei
Vivo em um lugar
chamado
Amor
Vivo em disparidade
Comigo mesmo
Eu vivo
Sento-me
Melhor
Ao léu
Sentindo
O frio
Da chama vazia
Onde flutuo
E danço
E me canso
E me desmancho
Vejo o amor
Consumir
O desejo
Ardente
Desta chama vazia
Onde estou
Escrito por
André Luiz Araújo
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Rótulo: Poema
segunda-feira, outubro 16, 2006
Fêmea
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Ó meu caro, não
Chame a mulher assim
Pois ela é um ser
Sagrado, raro
A beldade criada
Outrossim
Senhor do sol dourado
Faça essa luz brilhar
Em ser transverberado
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Mulher pública
Mulher perdida
Mulher vadia
Bem parca
Sempre diva
Pro domo sua
Mulher da comédia
Mulher do pala aberto
Mulher de ponta de rua
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Mulher do fandango
Mulher do fado
Mulher da zona
Ser fantástico
Na contenda morna
Uma meninota
Mulher de amor
Mulher do mundo
Mulher de má nota
---
Mulher da rua
Mulher da rótula
Mulher dama
Ela de raizama
Sem romançada
Bem varoa
Mulher à toa
Mulher errada
Mulher da vida
---
Mulher
Humente
Simplesmente
Mulher
De mente
Quente
Molher
Pau-de-colher
Mulher
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André Luiz Araújo
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Rótulo: Poema
Filme de Guerra - Parte final
É difícil, pra não dizer impossível, apontar o bandido e o mocinho nessa história de guerra. Tiros pra lá e pra cá. Osama Bin Laden é procurado vivo ou morto. Recompensa será dada até mesmo a quem der pista que leve a ele. $25.000.000,00. Os ataques Norte-americanos ao Afeganistão continuam. Os ataques Talibãs aos Estados Unidos continuam. Até quando?
A Aliança do Norte consegue controlar Cabul, antes reduto Talibã. Cabul é liberta. Povo de lá tem liberdade agora. Mas a guerra não acabou. Há muito ainda para acontecer. O tempo não pára. Os livros de história ainda ficarão incompletos.
Nas cidades Afegãs, a alegria voltou, a vida voltou, a ilusão e fantasia voltaram. O cinema voltou.
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André Luiz Araújo
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Rótulo: Crônica
sexta-feira, setembro 29, 2006
O rádio: objeto vivo
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O rádio é um meio de comunicação barato, de longo alcance e que tem exclusivamente o som (ou sua ausência) como suporte[1]. Mesmo em regiões muito distantes da emissora, o ouvinte consegue captar a freqüência. Por isso, pode-se dizer que o rádio, como já pensava Getúlio Vargas[2], é instrumento de integração nacional.
Com o fim da Era de Ouro do rádio (década de 1950) e o surgimento da televisão, o rádio teve que encontrar novos rumos (ORTRIWANO, 1985: 21-27). A maior parte da publicidade migra para o novo meio de comunicação e, com isso, o rádio aprende a reduzir custos. Ao invés de se promover apresentações ao vivo e festivais, passa-se a tocar música gravada. No lugar das novelas, noticiários têm destaque na programação. Também os programas de auditório deram lugar aos programas de utilidade pública. O rádio passa, então, a buscar o caminho mais regionalizado, o que não tira seu caráter integrador.
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[1] No rádio, tanto o som quanto o silêncio compõem a mensagem com significado. O silêncio, dependendo do contexto em que é empregado, pode propor uma reflexão ou criar expectativa, significar indignação, falta de ar ou até mesmo que algo acontecera com o locutor.
[2] Getúlio Vargas, presidente do Brasil por três vezes (12 anos), instituiu, no ano de 1937, A voz do Brasil, um programa que até hoje divulga notícias dos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). A voz do Brasil foi o primeiro programa oficial e obrigatório no rádio brasileiro. Na época de sua criação, o programa foi um importante instrumento do governo para disseminação de suas idéias progressistas (ou populistas).
[3] Cf. SILVA (1999: 35). Segundo a autora, o transistor chega ao Brasil no ano de 1965 com o aparelho importado Spika.
[4] Em alguns aparelhos receptores, Ondas Médias é abreviado em MW, do inglês Medium Waves; e Ondas Curtas é abreviado em SW também do inglês Short Waves.
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André Luiz Araújo
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Rótulo: Artigo
Língua
perneia, estapeia
fale certo
da vida alheia
estica a língua
língua estica
estuda a língua
e ela aplica
aplica a ponta
e ela aponta
sempre pronta
também apronta
língua perto
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André Luiz Araújo
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Rótulo: Poema
Filme de Guerra - Parte 4
Os Estados Unidos continuavam dizendo que a retaliação iria acontecer, isso para fazer pressão. Queriam muito Bin Laden. Os dias iam passando, já era 7 de outubro, e nada de ataque Americano ao Afeganistão. De repente... O mundo é surpreendido mais uma vez com ataques, desta vez o céu do Afeganistão é riscado por mísseis. Era o contra-ataque, a resposta ao dia 11 de setembro.
Várias cidades são atingidas. Os aviões lançam pacotes de ração para os Afegãos. O Talibã e Al Qaeda (organização terrorista de Bin Laden) dizem que EUA não ficariam impunes aos ataques. Estava guardado o troco aos americanos. Afegãos revelam que os ataques não acertaram só militares talibãs, mas também civis. Dentre os civis estavam até funcionários da ONU e da Cruz Vermelha.
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André Luiz Araújo
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Rótulo: Crônica
domingo, setembro 24, 2006
Acordando contigo
E no despertar de um sonho
Acordei-me contigo
Mas me entristeci
Porque acordei
E então eu percebi
Que aquela felicidade
De acordar-me contigo
Real não era
Simplesmente era
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André Luiz Araújo
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Rótulo: Poema

